Antecedentes

Encontro em Teerã
(1943)

Após a vitória do socialismo na Rússia, países como a Grã - Bretanha e os Estados Unidos declararam guerra ao novo Estado, pretendendo acabar com a Revolução Bolchevique. Eles não conseguiram e tornaram-se inimigos declarados dos soviéticos.
Apesar das divergências entre eles, Josef Stalinaram-se inimigos declarados dos soviéticos.
Stalin (União Soviética), Winston Churchill (Grã - Bretanha) e Franklin Roosevelt (Estados Unidos ) encontraram-se em Teerã, capital do Irã, para anunciar sua união, que tinha como objetivo derrotar as forças do eixo (Alemanha, Itália e Japão). Isso não significou o esquecimento das divergências entre os agora denominados aliados, pois Roosevelt e Churchill continuavam a defender o capitalismo, e Stalin o socialismo.
  Alguns esperavam que dessa união militar surgisse um novo organismo internacional que cumprisse o papel atribuído à Liga das nações. 

Encontro em Itália
(1945)

 A derrota da Alemanha parecia inevitável, e em fevereiro de 1945, Roosevelt, Churchill e Stalin reuniram-se em Ialta, na Criméia soviética, para novas conversações. A previsão da derrota total do eixo colocava em discussão a organização da nova ordem mundial no pós-guerra. Nessa reunião a Alemanha foi dividida em zonas de ocupação, distribuídas entre franceses, britânicos, soviéticos e norte-americanos.
  A polêmica maior desse encontro ficou reservada para o último item de sua pauta: a questão da Polônia. Os soviéticos tomaram-na dos nazistas e entregaram o poder no país a ideranças comunistas. Churchill argumentava que os britânicos entraram na guerra antes dos soviéticos por conta da agressão alemã à Polônia. Stalin lembrava que os soviéticos é que a tinham libertado. A questão foi provisoriamente resolvida através da concordância de Stalin em realizar eleições livres na Polônia.
  Os três líderes marcaram um novo encontro para ser realizado após a derrota total alemã, e todos tinham consciência de que o próximo encontro seria crucial.

Encontro em Potsdam
(1945) 

Este encontro foi realizado em julho de 1945 em Potsdam (subúrbio de Berlim), mas não contou com a participação de Franklin Roosevelt, que morreu em abril do mesmo ano.
  O lugar de Roosevelt foi ocupado pelo seu vice, Harry S. Truman, a quem coube o dever de conduzir os Estados Unidos até a vitória final contra o Japão (última potência do eixo que ainda resistia) e defender os interesses norte-americanos na montagem da nova ordem mundial.
  Só quando assumiu a presidência é que ele tomou conhecimento de que os Estados Unidos estavam investindo astante num projeto secreto para a criação da bomba atômica. A criação dessa super arma possibilitaria uma superioridade absoluta dos Estados Unidos sobre as outras nações.
  Ao longo do encontro notou-se que apenas os Estados Unidos e a União Soviética tinham, após a guerra, forças para ditar a nova situação mundial.
  Houve várias divergências entre os norte-americanos e os soviéticos, e a desconfiança mútua separava-os ainda mais. Entre as divergências, podemos citar a negação de Stalin em retirar suas tropas do leste europeu, a não aceitação dos norte-americanos na criação de uma nova fronteira para a Polônia.
  Harry Truman não conseguiu intimidar Stalin com a notícia de que os Estados Unidos possuíam a bomba atômica, pois ele (Stalin) já recebia há muito tempo informações sobre o Projeto Manhattan, através de espiões, e já tinha iniciado um projeto nuclear. Como esta notícia não abalou Stalin, os Estados Unidos resolveram fazer uma demonstração prática da nova arma, e foi aí que ocorreram os ataque a Hiroshima e Nagasaki, em agosto do mesmo ano.