No inicio dos anos 90, aceleraram-se os acordos de desarmamentos nuclear e em 1991, o COMECON, e o Pacto de Varsóvia foram dissolvidos, ao mesmo tempo em que tiveram inicio gestões para a remodelação da OTAN. Em agosto de 1991, membros da burocracia conservadora afastaram Gorbatchev do poder, num golpe que visava reverter o quadro político e econômico da União Soviética que beirava o descontrole.
Boris Yeltsin, presidente da principal republica soviética, a Rússia e líder dos ultra-perestroikas, convocou uma greve geral e obteve apoio de milhares de civis e militares, que estabelecidos em frente ao parlamento russo, derrotou os golpistas. Tal foi o prestígio de Ieltsin pela vitória contra o golpe, que ele se transformou no principal líder político soviético, sobrepondo-se mesmo ao Gorbatchev que ao voltar ao poder, se viu obrigado a renunciar ao cargo de secretário geral do PUCS e dissolver o partido, então acusado de ligações com os golpistas, ficando apenas com o enfraquecido cargo de presidente do URSS. Em meio à velocidade dos acontecimentos, em setembro de 1991, depois de declarações unilaterais de independência das repúblicas bálticas (Estônia, Lituânia e Letônia) e sucessivos distúrbios e conflitos com tropas soviéticas, Gorbatchev reconheceu oficialmente a soberania dos três estados, que em seguida foram admitidos pela ONU.
O golpe final contra Gorbatchev se deu em dezembro de 1991, quando a Rússia de Yeltsin, juntamente com a Verânia e Bielarus assinaram o Acordo de Minsk (capital de Bielarus), proclamando o fim da União Soviética e a criação da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) que, pouco depois, obteve a adesão de outras ex-republicas da União Soviética. Dias depois, em 25 de dezembro do mesmo ano, Gorbatchev renuncia ao cargo de presidente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, país que já não existia.