Não há consenso sobre a data exata em que a Guerra Fria começou. Para alguns, o marco simbólico foram as explosões nucleares sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Dessa maneira os EUA estariam demonstrando o poder das bombas atômicas tentando assim intimidar os Soviéticos e garantir os interesses norte americanos. Por conseguinte Churchill (ex-primeiro-ministro britânico) anunciara a ruptura entre os antigos aliados através do seguinte discurso, feito em março de 1946:
"Uma sombra se abateu sobre o cenário até há pouco iluminado pelas vitórias aliadas. Ninguém sabe o que a Rússia soviética e sua organização comunista internacional pretendem fazer no futuro imediato, ou quais são os limites -se é que eles existem- para suas tendências expansionistas e proselitistas. [...] De Stettin, no báltico, até Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente. Atrás dela estão todas as capitais dos antigos países da Europa central e do Leste europeu [...]. Não importa que conclusões possamos tirar desses fatos -e fatos eles são-, esta realmente não é a Europa livre que lutamos para construir. Tampouco é uma situação capaz de proporcionar uma paz duradoura."
Há os que acreditam que seu início data de Março de 1947. No dia 11 desse mês, o então presidente dos EUA, Harry Truman, fez um discurso ao Congresso de seu país, afirmando que os EUA iriam impedir a União Soviética de criar um império comunista mundial. Assim nasceu a Doutrina Truman. Outros estudiosos consideram, ainda, que a Guerra Fria nasceu em Outubro de 1949, quando a Alemanha foi dividida em dois países, um capitalista e outro socialista. Como resultado dessa divisão, os EUA criaram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma aliança militar que tornava oficial a divisão da Europa em dois blocos antagônicos.
"Uma sombra se abateu sobre o cenário até há pouco iluminado pelas vitórias aliadas. Ninguém sabe o que a Rússia soviética e sua organização comunista internacional pretendem fazer no futuro imediato, ou quais são os limites -se é que eles existem- para suas tendências expansionistas e proselitistas. [...] De Stettin, no báltico, até Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente. Atrás dela estão todas as capitais dos antigos países da Europa central e do Leste europeu [...]. Não importa que conclusões possamos tirar desses fatos -e fatos eles são-, esta realmente não é a Europa livre que lutamos para construir. Tampouco é uma situação capaz de proporcionar uma paz duradoura."
Há os que acreditam que seu início data de Março de 1947. No dia 11 desse mês, o então presidente dos EUA, Harry Truman, fez um discurso ao Congresso de seu país, afirmando que os EUA iriam impedir a União Soviética de criar um império comunista mundial. Assim nasceu a Doutrina Truman. Outros estudiosos consideram, ainda, que a Guerra Fria nasceu em Outubro de 1949, quando a Alemanha foi dividida em dois países, um capitalista e outro socialista. Como resultado dessa divisão, os EUA criaram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma aliança militar que tornava oficial a divisão da Europa em dois blocos antagônicos.
Em contrapartida, a União Soviética e a Europa Ocidental formaram o Pacto de Varsóvia, em 1955, e o Comecon (Conselho de Ajuda Econômica Mútua).
A Guerra Fria foi muito mais do que uma disputa armamentista ou geopolítica. Ela teve uma importante dimensão cultural, que colocou em movimento um jogo simbólico do Bem contra o Mal. Ela mexeu com a imaginação das pessoas, criou e reforçou preconceitos, ódios e ansiedades, uma guerra onde nunca poderia se confiar no outro lado, pois um golpe pelas costas poderia ser dado num piscar de olhos. Para aplicar estes golpes fatais existiam as agências de espionagem.
A Guerra Fria foi muito mais do que uma disputa armamentista ou geopolítica. Ela teve uma importante dimensão cultural, que colocou em movimento um jogo simbólico do Bem contra o Mal. Ela mexeu com a imaginação das pessoas, criou e reforçou preconceitos, ódios e ansiedades, uma guerra onde nunca poderia se confiar no outro lado, pois um golpe pelas costas poderia ser dado num piscar de olhos. Para aplicar estes golpes fatais existiam as agências de espionagem.
As duas grandes agências de espionagem da Guerra Fria foram a KGB, do lado soviético, e a CIA, do lado americano. Nos dois blocos, agentes eram especialmente treinados para praticar atos de sabotagem, assassinato, chantagens e compra ou roubo de informações.
Entretanto, um dos momentos mais dramáticos da história da espionagem na Guerra Fria aconteceu em Outubro de 1964, com o episódio que se tornou conhecido como a crise dos mísseis cubanos. Os pilotos dos aviões de espionagem americanos detectaram uma tentativa soviética de instalar bases nucleares em Cuba, país de regime comunista e liderado por Fidel Castro. Kennedy advertiu o dirigente soviético, Nikita Khrushev, de que lançaria mão de seu poder nuclear para impedir a instalação dos mísseis. Durante a crise, que durou três semanas, o mundo chegou muito perto de um confronto nuclear entre as superpotências.
O clima de terror não era, portanto, um simples jogo retórico. Havia, de fato, a sensação de que a vida humana poderia ser eliminada do planeta se um dos lados apertasse "o botão vermelho" do arsenal nuclear. Nesse clima é claro que o diálogo político foi extremamente prejudicado. Era difícil falar seriamente em diálogo, em compreensão mútua e paz, se um dos blocos tinha milhares de mísseis apontados contra o outro bloco. Isso provocou o descrédito da própria atividade política.